DE GOVERNOS E “PARASITAS”
Joaquim BRITO
Ao ler o
artigo de J R Guzzo, na Veja de 20.01.14, senti o quanto o articulista tem
razão, realmente no governo, em todos os níveis, mas principalmente no que diz
respeito a governos municipais, vemos
que em mais de 80% dos casos, os
governantes estão qualificados pelo “Não fui eu”. Poucos admitem fracassar.
Elem não erram, sempre são os outros que erram.
Diz Guzzo “
Personalidades construídas com material de primeira qualidade sabem que o
fracasso em si, não é fatal; é apenas o resultado de erros de julgamento de
todos os dias, e, portanto, deve ser enfrentado com a disposição de fazer
mudanças, adquirir mais conhecimento, ouvir mais gente e por aí em diante.”
Deviam saber “que o fracasso pode ser um
pecado mortal quando o seu autor não admite que fracassou, ou nega que tenha
havido fracasso”. Como resolvem: procuram os “parasitas” que estão grudados no
poder e dão-lhes cargos fictícios e a missão de procurar culpados pelo
desempenho pífio de sua administração. Esses, vão minar os setores e as pessoas
que possam virar o jogo em favor da administração, para satisfazerem seus
instintos de poder, fama e dinheiro(essa é a missão dos “parasitas”, para isso
eles vieram ao mundo), piorando cada vez mais a já combalida administração,
quando, na verdade, o caminho correto para o caso seria juntar as pessoas que
são de confiança realmente do gestor, sentar junto com eles e elaborar um
planejamento, tomando como um base levantamento de situação, segmento por
segmento, feito anteriormente à reunião de planejamento. Examinar um a um todos
os problemas, propor soluções viáveis e exequíveis, chamar a sociedade para
também participar das soluções e, partir
para execução. Os resultados virão, com certeza. E, até fracasso, se houver algum, serão
digeridos por todos com a serenidade necessária para outro recomeço.
Ainda citando
Guzzo, “Ninguém se torna um ser humano melhor porque acerta, ou pior porque
erra. No Brasil o que vale é não enfrentar o fracasso lutando pelo sucesso”. Para
a maioria dos nossos governantes, a saída é negar o fracasso e buscar, a qualquer custo, culpar os indicados
pelos “parasitas”. Ou ainda, segundo Guzzo: “chamar a marquetagem para dar um
jeito nas coisas”.
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