quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

OPINIÃO

DE GOVERNOS E “PARASITAS”
                                                          Joaquim BRITO

Ao ler o artigo de J R Guzzo, na Veja de 20.01.14, senti o quanto o articulista tem razão, realmente no governo, em todos os níveis, mas principalmente no que diz respeito a governos municipais,  vemos que em mais de 80% dos casos,  os governantes estão qualificados pelo “Não fui eu”. Poucos admitem fracassar. Elem não erram, sempre são os outros que erram.
Diz Guzzo “ Personalidades construídas com material de primeira qualidade sabem que o fracasso em si, não é fatal; é apenas o resultado de erros de julgamento de todos os dias, e, portanto, deve ser enfrentado com a disposição de fazer mudanças, adquirir mais conhecimento, ouvir mais gente e por aí em diante.” Deviam saber “que  o fracasso pode ser um pecado mortal quando o seu autor não admite que fracassou, ou nega que tenha havido fracasso”. Como resolvem: procuram os “parasitas” que estão grudados no poder e dão-lhes cargos fictícios e a missão de procurar culpados pelo desempenho pífio de sua administração. Esses, vão minar os setores e as pessoas que possam virar o jogo em favor da administração, para satisfazerem seus instintos de poder, fama e dinheiro(essa é a missão dos “parasitas”, para isso eles vieram ao mundo), piorando cada vez mais a já combalida administração, quando, na verdade, o caminho correto para o caso seria juntar as pessoas que são de confiança realmente do gestor, sentar junto com eles e elaborar um planejamento, tomando como um base levantamento de situação, segmento por segmento, feito anteriormente à reunião de planejamento. Examinar um a um todos os problemas, propor soluções viáveis e exequíveis, chamar a sociedade para também participar das soluções e,  partir para execução. Os resultados virão, com certeza. E,  até fracasso, se houver algum, serão digeridos por todos com a serenidade necessária para outro recomeço.

Ainda citando Guzzo, “Ninguém se torna um ser humano melhor porque acerta, ou pior porque erra. No Brasil o que vale é não enfrentar o fracasso lutando pelo sucesso”. Para a maioria dos nossos governantes, a saída é negar o fracasso e  buscar, a qualquer custo, culpar os indicados pelos “parasitas”. Ou ainda, segundo Guzzo: “chamar a marquetagem para dar um jeito nas coisas”.