No
dia que fui ver o mar
Joaquim Brito
No dia em
que meu pai me levou para ver o mar
E também
conhecer dos encantos da capital o ar,
Onde eu
imaginava ser tudo grande e belo demais,
A grandeza
desse encanto não tinha imaginado jamais.
Fui na
boleia de um caminhão, caminho esburacado
E estreito
mas tudo era lindo, bonito: via espantado.
Vestia calça
de casimira e camisa de linho puro.
Calçava um
sapato Polar, meias azuis, um azul escuro.
Não sentia o
sol com o seu calor incandescente
Somente o
vento a soprar no rosto sorridente
Ansiedade de
quem vai ao encontro do imaginado
Distante,
com o coração a bater forte, disparado.
Algumas
horas de viagem e nem sentia cansaço,
Nem o tempo
a passar, nem a sede ou mormaço,
Muito menos
fome, só um vácuo e a alegria chegar
De repente:
um vento azul esverdeado e o MAR.
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