terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Poesia




No dia que fui ver o mar
                                                 Joaquim Brito

No dia em que meu pai me levou para ver o mar
E também conhecer dos encantos da capital o ar,
Onde eu imaginava ser tudo grande e belo demais,
A grandeza desse encanto não tinha imaginado jamais.

Fui na boleia de um caminhão, caminho esburacado
E estreito mas tudo era lindo, bonito: via espantado.
Vestia calça de casimira e camisa de linho puro.
Calçava um sapato Polar, meias azuis, um azul escuro.

Não sentia o sol com o seu calor incandescente
Somente o vento a soprar no rosto sorridente
Ansiedade de quem vai ao encontro do imaginado
Distante, com o coração a bater forte, disparado.

Algumas horas de viagem e nem sentia cansaço,
Nem o tempo a passar, nem a sede ou mormaço,
Muito menos fome, só um vácuo e a alegria chegar
De repente: um vento azul esverdeado e o MAR.

Nenhum comentário:

Postar um comentário